21 de março de 2017

Passeios de barco em Santarém

A ligação dos habitantes deste “Planeta Água” com Santarém e vizinhança é numa variedade de embarcações: a bordo de uma pequena e aparentemente frágil canoa; voadeira – geralmente barcos de alumínio equipados com um bom motor de pôpa; ou ainda a “rabeta” – pequena embarcação equipada com motor de popa com um eixo bem longo para manobras nos igarapés (canais de ligação), igapós (floresta inundada) ou onde nas áreas rasas. Desde a mais tenra idade o ribeirinho rema sua canoa para ir daqui para ali.

Santarém não é exceção, a melhor forma de se explorar este universo aquático é de barco, pode ser num barco típico da Amazônia com 2 deques ou numa voadeira, chegando a lugares onde a floresta é mais fechada e requer uma embarcação menor. As embarcações aqui têm pouco calado chegando facilmente à margem dos rios para um passeio a pé, ou para ver algo inesperado que foi detectado ao longo do trajeto.

Estes são alguns dos nossos destinos quando saimos de barco em Santarém:

Alter do Chão: originalmente a terra dos índios Borarí e hoje uma daquelas belezas que só o nosso país tem: uma praia de rio de rara beleza! Os melhores meses para uma visita a este pedaço do paraíso é entre os meses de Junho a Dezembro quando as águas cor de esmeralda do Tapajós já baixaram e as praias de uma finíssima areia branca ressurgem com seu encantamento. Alguns dizem que a Ilha do Amor, bem na frente do vilarejo, é iguazinha a uma ilha do Caribe. O vilarejo de Alter do Chão tem um população de 3 mil pessoas que vivem o ciclo anual das águas. A hospedagem é acolhedora, os restaurantes servem a deliciosa comida da Amazônia numa viagem gastronômica descobrindo a variedade de sabores dos peixes de água doce, das frutas, e de raízes como a mandioca, etc.

Saímos do porto de Santarém às 8:30 hrs, à bordo de uma embarcação típica do Amazonas, passando pelo Encontro das Águas – quando o barrento Amazonas se encontra com as águas cor de esmeralda do Tapajós, não se misturando. Um fnômero que se dá por vários fatores: velocidade, temperatura, fator pH, e outros. Tomando o Tapajós, navegamos por 3 horas até Alter do Chão. Ao longo do caminho lindas praias de areia branca. Chegada a Alter do Chão, por volta das 11h30, navegando pela boca do Lago Verde, chamado pelos índios de Lago Muiraquitã. Sugerimos em Alter do Chão um passeio a pé pelo vilarejo, almoço num dos restaurantes que servem a deliciosa comida amazonense, um mergulho nas praias do Tapajós ou do Lago Verde. O barco parte de Santarém por volta das 15h30, com horário previsto de chegada a Santarém às 18h30.
DURAÇÃO: 10 hrs

Lago Maicá: passeio de dia inteiro começando pelo Encontro das Águas do Amazonas (barrentas) e Tapajós (verdes e transparentes), que se encontram mas não se misturam por uma série de fatores: velocidade, acidez, temperatura, etc. – um fenômeno bem em frente a Santarém. Navegamos pelo Tapajós até a comunidade de Igarapé Açú e depois seguimos até o Lago Maicá que é, de fato, um braço do rio Amazonas. Tomando-se este braço de rio, estamos mais perto da vegetação e enquanto o barco serpenteia as áreas inundadas o espetáculo da floresta amazônia à nossa frente. Ao longo do caminho há a possibilidade de se ver cerca de 40 especies de pássaros e talvez até algum animal selvagem como iguanas e preguiças. Às vezes os golfinhos acompanham o barco mergulhando à nossa frente. Parada para a pescaria de piranhas ou se preferir, apreciando o canto dos pássaros e o barulho dos animais na mata. Se houver interesse, parada em uma das praias do rio para um mergulho. Durante o passeio será servido um piquenique.
DURAÇÃO: 6/7 hrs

Igarapé Jarí: passeio de dia inteiro começando com o Encontro das Águas dos rios Amazonas e Tapajós. A comunidade do Igarapé Jarí mora na margem oposta do Tapajós, perto de Santarém e ocupa as terras baixas que separam o Tapajós e do Amazonas. A palavra igarapé pode ser traduzida como “o caminho da canoa”, pequenos canais ou riachos que cruzam a floresta fazendo a ligação entre lagos, rios, etc. O Igarapé Jarí não é realmente um igarapé, mas um braço do Amazonas que chega ao Tapajós mesmo antes deste desaguar no Amazonas, alguns quilômetros rio acima. Os caboclos daqui vivem em pequenas casas de palha de frente para o igarapé. Suas crianças não usam bicicletas ou skates e sim pequenas canoas. Não é incomum cruzarmos com uma criança de 5 ou mesmo 3 anos remando sua minúscula canoa a quilômetros de casa. A comunidade usa a floresta como o supermercado para sua subsistência: artesanato, culinária, o preparo da comida. Eles gostam de receber visitas, de ouvir as notícias do mundo lá fora e principalmente de nos contar suas estórias.
DURAÇÃO: 6/7 hrs